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Quem diria que eu repentinamente teria vontade de escrever artigos técnicos? Comecemos com algo simples, que pode ser acompanhado aqui.
A EVOLUÇÃO DO POVÃO
Um grande ‘clássico’ da fraseologia universal é esse negócio de dizer que o “nível está cada vez pior”. Vale para tudo: programas de TV, músicas, educação, enfim, escolham aí qualquer indicador da sociedade associado às camadas socioeconômicas mais baixas.
Pois bem: tudo mentira.
O erro é bobo e infantil. Pecadilho decorrente de falta de inteligência associada à leitura apressada dos últimos anos, em detrimento de uma análise de séculos e séculos. Olham gerações menos remotas, em vez de estudar a humanidade mais a fundo.
Quando começa a transmissão do BigBrother, começa a ladainha: “chegamos ao fundo do poço”. Por quê? Ora, porque “antes, as pessoas ficavam em volta da fogueira, contando histórias”. Sim, parece que as coisas pioraram. Mas não. Antes, as pessoas aplaudiam execuções em praça pública por motivos religiosos, ou se divertiam enquanto leões devoravam escravos e/ou esses escravos se matavam em combate.
Enforcamentos, fogueiras de hereges, apedrejamentos e todo tipo de execução congênere eram ocasiões lotadas de populares. Com exceção talvez dos familiares das vítimas, ninguém ia por obrigação: o povo GOSTAVA. E isso era promovido pelo Estado, hoje substituído por emissoras, mas entra aí a questão de que tudo seria imposto goela abaixo, ou se é disso que o povo gosta.
Mas sejamos honestos: BBB é uma evolução.
Por mais que seja fútil prestar atenção em conversas idiotas num ofurô, é inequívoco o avanço diante dos aplausos ancestrais para quando leões devoravam cristãos no Coliseu, ou quando o Imperador decidia se determinado escravo sairia vivo ou morto da arena – eram outros tempos, mas o povo também votava!
Reclamam, por exemplo, do excesso de erotização e da vulgarização do sexo. Sim: “vulgarização do sexo”. Isso porque seria preciso manter um certo mistério. Quando, na história da humanidade, houve esse “certo mistério”? E nem é apelar, recorrendo a Calígula ou Messalina, pois SEMPRE houve prostituição, casamentos por interesse, orientações sexuais de todo gênero etc. Os conservadores de hoje, voltando centenas de anos, ficariam chocadíssimos (ou aproveitariam ao máximo, já que muitos são hipócritas enrustidos).
O período vitoriano e a mania de tapar sol com peneira fazem parecer que a humanidade resolveu “tomar tenência”, mas é bobagem. Nunca foi melhor ou pior, até porque no sexo não há nada disso. Nós sempre gostamos e gostaremos de uma bagunça da braba. A diferença é que agora menos gente morre ou vai presa por suas preferências (com exceção de países como Irã, p.ex.). Enfim, melhoramos um bocado – e, nesse caso, nem entra tanto a questão “gosto popular”, é mais um dado para os conservadorezinhos que falam em “decadência da humanidade” escorados nesse tipo de indicador.
Por fim, as músicas do povão são prova de que nem mesmo se olham as gerações mais próximas com a atenção devida. Muita gente repete a mesma ideia idiota segundo a qual as marchinhas carnavalescas clássicas eram boas, enquanto as canções de agora têm letras péssimas e apelativas. Pois bem: “o seu cabelo não nega mulata”, “alalaô, mas que calor”, “olha a cabeleira do Zezé” etc.
Evoluímos?
CAGADAS EM ENTREVISTAS DE EMPREGO
Além da família, talvez a única parte da vida da qual possa ter orgulho é minha carreira. Sou um colecionador de fiascos nos mais variados segmentos: em especial no amor – todos em grande parte motivados por mim, sem dúvida. OMas, ao menos, minha vida profissional é relativamente louvável e conta com vitórias interessantes.
Mas… Bom, devo confessar que nem sempre foi assim. Eu também tive que fazer entrevistas de emprego.
Falo especialmente da época em que procurava estágio no segundo semestre da faculdade, quando terminei o curso técnico de informática, dedicando-me exclusivamente à Computação. Todos de minha sala estavam nesse mesmo esquema de fazer entrevistas e, bom, lá fui eu. Sintam meu drama, ou melhor, MEUS DRAMAS:
Meu calhambeque “bi-bi”
Foi exatamente a primeira entrevista, seria numa agência de web grande, dessas famosas, lá fui eu: acordo cedo, pego o carro e vou que vou. O trânsito, pra variar, não ajudou nada. Mas, obviamente, sou um cara prevenido e saí de casa bem mais cedo. Não me atrasei, portanto.
Ocorre que, ao chegar, simplesmente começa a sair UMA FUMACEIRA DOS DIABOS. Obviamente… FERVEU! A turma do estacionamento dando aquela força, colocando uma agüinha camarada no radiador, e o Paliozão véio de guerra segurando a onda. Subi, tal e coisa, mas no meio da entrevista os caras ficaram sabendo, porque comentaram comigo e ficou um clima bem ruim.
Indumentária diferenciada
Tudo normal, entrevista ótima, pessoal receptivo. Não seria, é verdade, a chance da minha vida, mas era um estágio como qualquer outro, seria uma graninha e eu aprenderia alguma coisa. Saí de lá relativamente feliz, achando que mandei muito bem. No elevador, indo pra garagem, percebo um detalhe desagradável: braguilha aberta. Não de levinho, mas TOTALMENTE ABERTA e, em calças sociais, isso é bem mais foda. Devem ter visto, não sei se foi por isso que não me chamaram, mas NEM SE CHAMASSEM EU VOLTARIA. Vergonha suprema.
Repeteco
Pois bem: resolveram me chamar justamente naquele escritório quando o carro ferveu – isso três meses depois. Um tempo e tanto, mas empresa grande é foda com processo seletivo: lá fui eu. E como o carro não era meu, eu fui de ônibus. O tempo favoreceu. Cheguei sem estar suado, nada de motor fervendo, BRAGUILHA FECHADÍSSIMA, tudo ok. Subo, espero na sala de reunião, chegam dois sócios que nunca vi, começam a fazer um monte de pergunta – todas que eu já tinha respondido – e então chega o outro sócio que eu já conhecia.
Estranha a pergunta que ele fez: “ué, eu te conheço de algum lugar…”. Vamos encurtar a história, porque foi algo bem chato, meus caros… A SECRETÁRIA NÃO JOGOU FORA MEU CV E COLOCOU NA PILHA, ENTÃO ME CHAMARAM NOVAMENTE! Foi tão foda, mas tão foda, que acabamos até batendo papo e dando risada na hora. E tomamos um café. E eu continuei sem emprego.
O Fresco
Eu já tava de saco bem cheio dessas entrevistas, pra falar a verdade. Principalmente porque, em geral, nunca ofereciam uma vaga dentro de qualquer área relativamente interessante. Era sempre a mesma porcaria: “cuspir código” (leia-se: pago pra escrever código, sem pensar). Mas, ok, lá fui eu para mais uma.
Quando o camarada começou a perguntar uma ou outra coisa, não gostei do tom, mas obviamente mantive a educação. Ele continuou perguntando bobagens genéricas, e eu as respondendo de forma igualmente ampla. E então quis saber se eu gostaria da vaga. Não quis. E fui embora. Também me despedindo educadamente, sem qualquer atrito, explicando que seria interessante aprender mais sobre as matérias já que estava em fase de estudos etc. O cara até concordou!
Enfim
Acabei arrumando um estágio bem depois, num puta esquema bacana, dentro do qual aprendia de verdade e, ok, trabalhava também pra diabo. Mas tinha chefes legais e um salário igualmente legal. Daí o que fiz? Fiquei apenas um ano e pedi desligamento para ganhar UM QUARTO DA REMUNERAÇÃO, tudo porque passei numa entrevista em uma empresa de grande porte de automação bancária.
Então não digam que fui mentiroso quando falei pro cara do RH que queria mesmo aprender. Ok, falei meio de gozação para ver como ele reagiria, já que não quis o estágio e não aceitaria de forma alguma. Mas, quando foi a vez de aprender, larguei a acomodação e preferi ganhar menos.
Piadas e histórias bizarras à parte, esse talvez seja o único conselho que eu possa dar a quem estuda e queira realmente aprender algo. Dê preferência a ganhar bem depois de formado ou estabilizado no mercado: estágio é meramente para aprender (e pegar malícias da profissão).
É isso.
ROTULANDO: O MITO DAS DONDOQUINHAS x CANALHOCRATAS
“Uólace. Estou muito desesperada. Faz tempo que percebo que a maioria dos homens não quer nada serio. Querem apenas curtição. Talvez por sorte ou destino, algumas mulheres conseguem encontrar um homem que naõ se oponha ao casamento. Mesmo assim, há várias mulheres que são bonitas, inteligente, independentes querem muito se casar e não encontram alguém. Por qual motivo umas conseguem e outras não? Obrigada.”
Se você eprgunta isso, provavelmente é porque está encalhada. Realmente está desesperada. Então, não espere uma resposta curta. Ela realmente é longa e, pelo seu e-mail, é a coisa mais longa que você deve ter visto nos últimos tempos.
1 – Impacto econômico-sexual
Durante muito tempo, foi extremamente complicado ser homem nesse mundo véio sem porteira. A “condição homem” exigia uma paciência de Jó quanto à parte sexual. Era dificílimo desmilingüir a manjubinha, a não ser por meio de Casas de Tolerância ou algo assim. Mas aí não conta, pois estamos falando de relações normais entre pessoas que se gostam.
Atualmente, tudo está mais fácil para os homens. E PARA AS MULHERES. Sexualmente, sempre foi moleza para a mulherada, mas havia o entrave social – nem mesmo poderiam casar se não fossem virgens. Agora, que nada, tá tudo certo. Os homens, por sua vez, casariam independentemente da vida sexual pregressa, sem cobrança social alguma, mas simplesmente não conseguiam transar.
Ficou bom para ambos, não é mesmo: A demanda (que sempre houve) e a novidade da oferta (que, pelos motivos expostos, não havia).
Desse modo, os homens saem por aí descendo o sarrafo não como se inexistisse o amanhã, mas sim exatamente sabendo que existem amanhãs, e tantos outros dias, apostando assim na variedade de companhias para a bisgüizada. E as mulheres partem pro sapeca-iá-iá também sem maiores pudores, para o ódio daquelas que teoricamente estão atrás de “algo sério”.
Não é isso? Não, não é só isso.
2 – O Mito das Dondoquinhas
SALVO EXCEÇÕES (sou obrigado a fazer a ressalva, se não começa o chororô nos comentários), a mulherada se comporta da seguinte forma: parte pro arrebento, curte a vida adoidado, mas guarda algumas horas do dia para fazer planos românticos – bem como, alguns dias da semana para traçar objetivos similares.
É exatamente isso. Ou com quem os homens sairiam para gratinar a bracciolla? Aquelas lá, as mesmas, sonham namorar outros camaradas. Enquanto as que gostam dos fanfarrões desejam por vezes namorá-los, mas saem com outros safardanas, objeto de desejo de moçoilas que abiscoitam outrem – e assim por diante. Entenderam?
Sejam francas, bem honestas, vocês mesmo, leitoras donzelas, que esperam aí o “amor da vida”, o “príncipe encantado”… É CLARO QUE VOCÊS BAGUNÇAM O CORETO, PORRA! Pode até ser que por algum motivo mais “assim” às vezes evitam o sexo, mas só mesmo a minoria entra nessas de abstenção. O resto vai-que-vai! E em alguns casos – sem piada! – ainda faz a linha “ousada” na galera, sem prejuízo do discurso “quero casar e ter filho e morar na casa do cercado branco” (nunca entendi a necessidade dessa cerca ser branca, mas blz).
Mas a fama de “pilantras” permanece com os homens, pois “apenas eles gostam de sexo”, já que “mulheres gostam de chocolate, comédia romântica e sorvete de flocos”, não é mesmo? Puta machismo do cacete – mas deveras conveniente para algumas espertuchas (essas que dizem pensar em casamento, mas “nunca mais foram à escola”).
Ridículo, por mais que tragam à baila teorias relativamente científicas tratando dos instintos de cada um: homens seriam semeadores e mulheres estariam preocupadas em criar a prole. Sexo passa ao largo disso.
3 – Desfecho
Você fala em “homens não querem nada sério, só curtir”. Besteira. Muitos homens querem casar, sim, e encontrá-los não significa necessariamente sorte (no sentido de que sejam poucos e desesperados, de modo que topem casar com qualquer uma). Nada a ver. Para casar, é preciso haver amor, antes de tudo. Exceto nesses casos em que há divórcio em um, dois anos.
E outro erro comum é isso de “encontrar alguém” (no sentido de “procurar quem tope”), como você também colocou na pergunta e MUITA GENTE também segue à risca, levando o equívoco às últimas conseqüências. O que geralmente acontece? Dois carentes se encontram e não ficam juntos por gostar um do outro, mas sim para aplacar as carências. Resultado: em alguns meses são dois irmãozinhos morando juntos e dividindo a cama. Que lindo!
Então é isso: não tem essa conversa de “homem safado x donzelinha incólume” e não caia na besteira de que homens JAMAIS queiram algo sério enquanto TODAS AS MULHERES PROCURAM POR UMA RELAÇÃO, só porque passam alguns domingos comendo brigadeiro de colher.
Na primeira oportunidade, essa moça romântica parte pro reco-reco de uma noite com algum bonitão, e aquele suposto cafajeste se apaixona e perde a cabeça num namoro que depois o faz chorar. E não estou falando aqui de situações tão excepcionais (vocês sabem disso).
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Uólace “The Butcher” publica esta coluna semanalmente, esclarecendo a vida moderna, rotulando classes sociais e mostrando a vida como ela é. Para participar, basta mandar um email para uolace.thebutcher@gmail.com. Seus dados não serão revelados e sua privacidade se manterá em sigilo.
MORALISMO TELEVISIVO x RELEVÂNCIA CULTURAL
Eu sempre achei o Pedro Bial mala. Não importa o programa ou atividade, que hoje, todos sabemos qeu se resume no Big Brother Brasil (vulgo BBB). Apesar da audiência e de um prato cheio para discussão (que é o que o povinho gosta) sou diferente dos “pseudo-cultos” que por aí circulam. Em unanimidade, eles dizem que é um programa não culto, que não agrega. Agora, convenhamos: qual o programa de televisãoq eu realmente agrega algo? Quer cultura? Vá ler um livro.
Sendo assim, não recrimino o programa. Aliás, ele é um prato cheio para análise comportamental. É obvio que todos que estão lá dentro naõ são o que aparentam. A condição de pressão e ambiente isolado, torna tudo muito tenso. Cada ação, por mínima que seja, é estratégica. Há muito a ser analisado quanto ao comportamento humano nesse tipo de entretenimento. Obviamente, BBB jamais poderá competir com The Walking Dead, Fringe ou Dr. House. Seriados que também não agregam culturalmente, mas são bem mais divertidos e exercitam o cérebro.
Enfim, não conlcuam que eu defendo o BBB. Não sou fã. Nunca fui. Mas um fator principal é que desmorona todo o potencial: o fator Rede Globo. Como? Basta lembrar do que eu nominava “Efeito Tessália” .
Lembram da Tessália? Foi no BBB 10 que a curitibana Tessalia Serighell saiu com 72% de rejeição, após acusada de dar uma “escovadinha” no “Mr. Happy” de Michel.
O “efeito Tessália” nada mais consiste num conjunto de regras e obviedades que se percebeu em 11 edições do BBB. Vamos ao centro do texto:
1. Relacionamentos garantem presença na casa
Fácil. Se você pega a gostosa do programa ou a “mocinha queridinha” se relaciona com um “homem gentil”, ambos permanecem por mais tempo e pelo menos um será candidato à final do BBB.
2. Escândalos sexuais garantem sucesso após reality show
Isso funciona se a participante for mulher. Quando se trata de sexo, não precisa-se de provas para culpar um homem. Basta a menina dizer que não queria e o povo abraça a causa.
3. Apelos emotivos funcionam
Assim como escândalos sexuais, apelos particulares comovem o público e funcionam. Por exemplo: maternidade, opção sexual e grau de instrução. Se em alguma discussão você falar do filho de alguém (como no BBB 12) recriminar por opção sexual de alguém ou soar arrogante com alguém de grau de instrução aparentemente menor, você será estraçalhado no primeiro paredão. Embora saibamos que é frescura ficar apelando pra filhos (Fabiana), se fazer de roçeiro (Fael) funciona ou ser o diferente (João Carvalho) provê a bênção de ser perdoado pela fofoca, podemos analisar no BBB que mesmo sem razão, são assuntos que não podem ser tocados.
O povo se identifica com minorias. Fato consumado…
4. Torcendo pelo mais fraco
O ser humano torce pelo mais fraco. Sempre foi e sempre será assim. Quando alguém não tem nada a perder, torce pelo pior time (que não é o seu), torce pelo sucesso do pobre, a superação do incapaz, o gordo qeu ganha uma prova física, a mulher mais forte que um homeme e homens prendados. Griselda, Tele-tom, Criança Esperança, Elaine (gorda que ganhou a série “No limite”) são exemplos. Ninguém admite e esconde com outras opniões. Mas é a natureza e o que acontece.
5. Seja neutro, mas não seja passivo ou duas caras
A neutralidade sempre funcionou em programas de reality show. Permitia que o participante ficasse fora do “foco” das discussões e problemas e que todos os demais se degladiassema té a morte. Exatamente por isso o BBB inventou o conceito de “Selva” e “Praia” em uma das edições, dando o aspecto de facção. Sendo assim, seja neutro, mas saiba de qual lado está. Se o seu lado estiver perdendo, mude de lado e elimine todos. Afinal, é um jogo. Ninguém está fazendo amigos.
CONCLUSÃO:
É um jogo. Todos dizem que o que acontece na casa fica na casa e fora de lá, são outras pessoas. O problema, é que os participantes exigem que lá dentro, continuem sendo consistentes com os comportamentos externos. Afinal, todo mundo assiste BBB exatamente com a intenção de “desmascarar” e poder dizer que viu como “fulaninho” realmente é. Mas o jogo é previsível. Na foto mesmo desse post, vocês conseguirão encontrar um “João Carvalho”, um “Rafa” oua té mesmo, um “Yuri” da vida. É tudo sempre do mesmo jeito. A prova de tudo isso é que Rafa saiu com 92% de rejeição (pq chamou João Carvalho de Moleque – ver item #3 ) e passa semana, Monique continua sem nenhum voto na casa. Afinal, o escândalo de estupro tinha que favorecer de alguma forma, não? Aliás, é quase que evidente que a Globo “implantou” esse escândalo para que O BBB 12 não fosse apenas mais uma edição, aonde a audiência cai cada vez mais e sabemos disso. Quebrou as regras. Eliminou alguém de minoria étnica (que não é mais desculpa para permanecer na casa) e deu força para alguém que até então, não tinha condições de ir longe por si só. Monique já fez “o dela”, dando espaço para os demais brigarem eternamente. Entretanto, ela terá que mudar sua posição apra ser mais ativa na casa.
Jonas não irá para final, exceto que por mérito próprio (tornando-se líder). O mesmo apra Yuri e Kelly. Sendo assim, basat saber quem será o vencedor: Fael (por representar a facção “simples”, humilde e ignorante) ou Fabi (a mamãe). O povo se indentifica com os dois e, caso ninguém elimine-os através de paredão, a grana ficará na mão desses dois e um terceiro finalista, que nesse caso, tanto faz quem seja.
Como disse, embora previsível, é um jogo. E jogo, é estratégia. Eles ganham e você, que assiste TV, finge que acredita.
Introdução – Guia do Patife Contemporâneo
Josywagner Rixardi Camanducaia. Esse é meu nome. Confesso que a vida não foi muito justa nessa hora. Talvez pro isso eu seja mais conhecido por JR. Entretanto, a vida me deu um dom com as mulheres: o de ser patife.
Caso não saiba o que é um patife, basta consultar um dicionário. Para facilitar, seguem alguns sinônimos: “cafajeste, sem-vergonha, safado, mau elemento, biltre, bigorrilha, birbante, boreabotas, canalha, cão, mariola, meliante, ordinário, pandilha, safardana, salafrário, sicofanta, sucio, traste, tratante, malandro, bilontra…”
Mas não sou como qualquer um. Sou um patife contemporâneo. Isso mesmo! Se você não sabe o que significa contemporâneo, naõ em darei o trabalho de traduzir. Agora, isso muda tudo.
Até bem recentemente, ser patife era o mesmo que não gostar de mulher. Os ‘cafas’ de outras eras deixavam bem claro o quanto desprezavam o sexo feminino ao extremo. Mas o patife dos dias de hoje, não pensa da mesma forma. Pelo contrário. Um verdadeiro patife ama a mulher. Aliás, ama AS MULHERES. Nessa hora, o plural é o que faz toda a diferença.
Começando pelo visual. Um patife contemporâneo tem visual simples e de MACHO:
Obviamente, como podem perceber, o visual é simples. Mas as feições de um patife são objetivas. Mulher que olha uma foto dessas sente a essência de um “cafa” no ato. Essa éa principal diferença. Os da geração passada batiam no peito e gritavam a plenos pulmões aquilo que eram. Não por orgulho, mas por afirmação. Tudo para fazer parte do grupo, como se afetados por um “complexo de inferioridade”.
Nós, patifes modernos não fazemos parte de qualquer turma, gangue o grupinho. O único grupo que aceitamos, é o de mulheres em nossa volta. Vivemos para isso. Fingimos gostar de artes plásticas, decoração, artigos femininos, dança, novela ou qualquer outra coisa inescapavelmente intragável, somente para faturar uma garota. Esse é o objetivo, e não é por acaso. Mulheres gostam de patifes. Homens com essência de safado, mesmo que não o seja por completo.
Muitas vão dizer que não é verdade, que isso é machismo e gostam de homens gentis, mas sabemos que isso é quase sempre mentira. Claro que gostam dos patifões. Mulher odeia mocorongo, odeia homem bobo, odeia zé mané. Mas também não gostam de ser enganadas, não acham nada bacana estar ao lado de um espertalhão. Aliás, quem gosta?
Embora de aparência complicada, tudo não passa de um grande teatro. Bem simples. Há os patifes, as mulheres sabem, mas eles fingem que não… e pronto! Tudo resolvido.
O verdadeiro patife não se parece em nada com o antigo. Embora ambos vacilem com aquela pisadinha no tomate, cada um tem uma estratégia com objetivos diferenciados. Enquanto os de antigamente eram machistas e prepotentes, os de agora são gentis, carinhosos e companheiros. Só não conseguem ter apenas uma mulher.
Nós patifes, somos compreensivos em relação às complexidades femininas, como a TPM, a grande necessidade de chocolates ou mesmo o furor uterino provocado em grandes liqüidações. Pedimos, portanto, que as moças também saibam entender esse nosso jeitinho heterodoxo. Todo mundo consciente e ninguém briga.
Exatamente por isso, se inicia uma nova coluna no blog a qual eu, JR Camanducaia escreverei: “O Guia do Patife Contemporâneo”. Não percam!
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J.R. Camanducaia é patife, pilantra e se encontra semanalmente nesse blog para publicação de textos esclarecedores sobre o mundo feminino. Sua coluna atual, “O Guia do Patife Contemporâneo” é uma série de textos elaborados para desmistificar a visão destorcida sobre a verdadeira masculinidade, em sua essência.




